21-03-2006

"Não posso adiar o amor para outro século"

Porque é Primavera / Por causa do Amor / Por causa do Amor e porque é Primavera / Porque o Amor não tem tempo / Porque quando ele existe é sempre Primavera / Por causa de ti

 

"Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração."

António Ramos Rosa

14-03-2006

All my love (Is this the end or a new beginning?)



Should I fall out of love, my fire in the light
To chase a feather in the wind
Within the glow that weaves a cloak of delight
There moves a thread that has no end.

For many hours and days that pass ever soon
The tides have caused the flame to dim
At last the arm is straight, the hand to the loom
Is this to end or just begin?
* chorus: all of my love, all of my love, all of my love to you. (repeat)

The cup is raised, the toast is made yet again
One voice is clear above the din
Proud aryan one word, my will to sustain
For me, the cloth once more to spin

Chorus

Yours is the cloth, mine is the hand that sews time
His is the force that lies within
Ours is the fire, all the warmth we can find
He is a feather in the wind

Chorus

(Jones/Plant - Led Zeppelin)

09-03-2006

Haja o que houver

Uma visita ao "Montes e Vales" trouxe-me a doce lembrança de "Haja o que houver" dos Madredeus. Noite quente de Agosto, um imenso céu estrelado por tecto de "Um Amor Infinito"  que, de dentro do Castelo de Óbidos, pareceu, durante todo o tempo que durou o espectáculo, abraçar o universo inteiro e torná-lo, "simplesmente", mais belo, verdadeiro, uno. O mundo parou para "só" ficarem a música e o Amor.

haja_o_que_houver_madredeus.4.mid

07-03-2006

O silêncio


 

Pára! Ouve o silêncio!

Talvez do mar

Talvez das aves que passam em bando

Talvez das estrelas em noite sem lua

Talvez daquela música que, em surdina, cantas de ti para ti

Talvez das árvores cujos ramos e folhas nos sussurram segredos à passagem do vento

Talvez do sonho

Talvez da esperança

 

 

Sunset

Nuuk. Gronelândia

 

05-03-2006

O renascer do mar

Céu encoberto. Chuva adivinhada.

 

A magia da viagem. O outro ali mesmo ao lado. Na conversa franca e alegre, no riso aberto, nos silêncios, até, a partilha de tanto.

 

Mar sem fim, de um azul(ado) (es)verde(ado) hipnotizante. Nas rochas chicotadas de mar num estrondo em espuma branca terminado. Salpicos de mar no rosto fazendo-nos sentir mais despertos, vivos. O olhar sempre preso àquele corpo em movimento, num vaivém perpétuo, às vezes tão igual, ritmado, outras descompassado, louco. O olhar acompanhando o renascer do mar e de nós.

 

 

26-02-2006

L'amour et la vie

Sans amour à venir,

Sans amour, sans amour,

Qu’est-ce que vivre veut dire ?

 

 

 

Imagem: Marc Chagall

Palavras: Jacques Brel

31-01-2006

Ser humano

“Os humanos naceron para vivir,

como se vivir e amar foran unha

mesma cousa. Para amar hai que

aprender a amar e só se aprende

a facelo cando se é amado.

O afecto é unha necesidade

fundamental. É a necesidade que

nos fai humanos.”

                                                        

Xesús Jares

Foto: Rui M. Pereira  Foto: Rui M. Pereira

16-01-2006

De Neruda, com amor

En ti la tierra

Pequeña
rosa,
rosa pequeña,
a veces,
diminuta y desnuda,
parece que en una mano mía
cabes,
que así voy a cerrarte
y a llevarte a mi boca,
pero
de pronto
mis pies tocan tus pies y mi boca tus labios,
has crecido,
suben tus hombros como dos colinas,
tus pechos se pasean por mi pecho,
mi brazo alcanza apenas a rodear la delgada
línea de luna nueva que tiene tu cintura:
en el amor como agua de mar te has desatado:
mido apenas los ojos más extensos del cielo
y me inclino a tu boca para besar la tierra.

Pablo Neruda

 

Fractais

http://sprott.physics.wisc.edu/fractals/collect/1995/ROSE...


Uma história de amor, pelo amor de amar/amar-te.

 

 

O teu olhar adivinhando-me o corpo, buscando-me a alma.

Adivinho-te, busco-te.

As tuas palavras verbalizando-nos.

És. Sou. Nós.

As tuas mãos em mim. As nossas mãos confundidas, buscando o improvável intocado.

Percorres-me a pele, o sangue fervendo. Percorro-te a pele, o sangue transbordando de nós.

O mundo esquecido. Do mundo esquecidos.

Criamos o outro, íntimo, único, uno, nosso.

 

Descobrindo-me para ti, descobri-me, mulher.

Corpo, meu feito teu.

Alma, minha feita mundo.

Corpórea, a alma, feita dádiva à terra.

 

Recriamos o universo original.

15-01-2006

Post Scriptum

 

Gli amanti azzurri - Marc Chagall

Os amantes azuis (1916) - Marc Chagall

 

Deixei-me ir, sem resistência, naquele querer, sobreposto ao ter, de partir. Reabri a caixa, seleccionei o destinatário, pela enésima vez naquele(s) dia(s), abri nova janela e desta vez contive-me, escrevi apenas “Voltei para te abraçar, em abraços infinitos, num entrelaçar num só, e mandar-te beijos, de todas as cores, suaves, doces, sequiosos, ardentes, transbordantes de nós.”

01-01-2006

Never doubt

Doubt thou the stars are fire,

Doubt that the sun doth move

Doubt truth to be a liar,

But never doubt I love.

Hamlet

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